Cirurgia Plástica começa muito antes do centro cirúrgico e não termina na alta

Para o Cirurgião Plástico Dr. Seung Hoon Lee, segurança, informação e participação ativa do paciente são tão importantes quanto a técnica empregada durante uma cirurgia. O expert chama atenção para os cuidados que podem interferir diretamente na segurança e na recuperação do paciente.

O Brasil continua entre os países onde mais se realizam procedimentos de cirurgia plástica no mundo. O levantamento mais recente da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), referente a 2024, registrou mais de 17,4 milhões de procedimentos cirúrgicos realizados por cirurgiões plásticos em todo o mundo. O Brasil aparece em segundo lugar no número total de procedimentos estéticos, com aproximadamente 3,1 milhões, sendo 2,3 milhões cirúrgicos.

O crescimento do setor acompanha uma mudança no comportamento dos pacientes. A busca já não está restrita à escolha do procedimento ou à expectativa sobre o resultado. Questões como segurança, recuperação, qualidade da informação e preparo para a cirurgia passaram a ocupar um espaço cada vez maior na decisão.

É justamente nesse ponto que o cirurgião plástico Dr. Seung Hoon Lee, CRM-SP 174914 e RQE 59954, concentra parte importante de sua atuação. Com formação em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica e aperfeiçoamentos voltados à cirurgia estética e ao contorno corporal, Lee defende que uma operação não deve ser analisada apenas pelo que acontece dentro do centro cirúrgico. Para ele, o resultado é consequência de uma sequência de decisões que começa na vida cotidiana do paciente, incluindo seus hábitos e cuidados pessoais, na consulta e continua durante todo o período de recuperação.

Existe uma tendência de enxergar a cirurgia plástica apenas pelo momento da operação. Mas existe uma história antes e outra depois. O que fazemos no centro cirúrgico é uma parte desse processo. A indicação, os exames, os medicamentos utilizados, os hábitos do paciente e a maneira como ele conduz o pós-operatório também têm peso importante e é crucial para que o resultado seja excelente”, afirma.

Antes da cirurgia, informação é parte do tratamento

A consulta pré-operatória é o momento em que o cirurgião precisa conhecer o paciente de forma ampla. Não apenas aquilo que ele deseja modificar, mas também seu histórico médico, medicamentos, hábitos, cirurgias anteriores, condições clínicas e expectativas. Um dos pontos que merece atenção especial atualmente é o uso dos chamados medicamentos para perda de peso, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”. Medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, passaram a fazer parte da rotina de milhões de pessoas e também chegaram ao consultório de cirurgia plástica. A Anvisa vem reforçando a necessidade de uso responsável desses medicamentos e, em 2026, ampliou ações de fiscalização e segurança relacionadas a produtos dessa classe.

O assunto merece atenção porque esses medicamentos podem interferir no funcionamento gastrointestinal e precisam ser comunicados à equipe médica antes de procedimentos que envolvam anestesia ou sedação. Além disso, a Anvisa emitiu em 2026 um alerta sobre o risco de pancreatite associado ao uso indevido de agonistas de GLP-1 e reforçou que esses medicamentos devem ser utilizados conforme as indicações aprovadas e sob acompanhamento profissional.

Não existe medicamento irrelevante para uma cirurgia. O paciente precisa informar tudo aquilo que está usando, inclusive medicamentos para emagrecimento, hormônios, suplementos e outras substâncias. Uma informação que parece pequena pode ser importante para a equipe definir a melhor conduta e preservar a segurança.”, explica Lee.

O cigarro também entra nessa conversa

Outro fator frequentemente minimizado é o tabagismo. O cigarro interfere na circulação e na oxigenação dos tecidos e está associado a maior risco de complicações após procedimentos cirúrgicos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, fumantes apresentam maior risco de problemas cardiovasculares e pulmonares, infecções e atraso ou comprometimento da cicatrização. A organização aponta ainda que interromper o tabagismo por pelo menos quatro semanas antes de uma cirurgia está associado à redução de complicações. Na cirurgia plástica, essa preocupação ganha uma importância adicional justamente porque a cicatrização faz parte do resultado.

É preciso entender que o corpo participa da cirurgia. O médico pode planejar e executar o procedimento, mas existe uma resposta biológica que não pode ser ignorada. Se o paciente fuma, não segue as orientações ou omite informações importantes, ele está interferindo no próprio processo de recuperação”, diz o cirurgião.

Por isso, a recomendação é que o paciente não esconda o hábito de fumar, mesmo que esteja tentando reduzir o consumo ou tenha interrompido recentemente. A equipe médica precisa conhecer essa informação para avaliar o procedimento de maneira individualizada.

Durante a cirurgia, cada decisão importa

A cirurgia plástica contemporânea reúne técnicas cada vez mais sofisticadas. Lipoaspiração, cirurgias de mama, abdominoplastia e procedimentos de rejuvenescimento facial estão entre as intervenções mais procuradas em diferentes mercados. Os dados da ISAPS mostram que a lipoaspiração continua entre os procedimentos cirúrgicos mais realizados no mundo e que o Brasil permanece como um dos principais mercados globais de cirurgia estética.

Para Lee, entretanto, evolução técnica não significa simplesmente fazer mais procedimentos ou utilizar mais recursos.

“Tecnologia e técnica precisam estar a serviço da indicação. Não existe uma cirurgia igual à outra porque não existem pacientes iguais. A anatomia, o histórico e as condições de cada pessoa precisam orientar a escolha da estratégia cirúrgica”, afirma.

É nessa etapa que planejamento, equipe, anestesia, ambiente cirúrgico, monitoramento e avaliação individualizada passam a ter o mesmo peso que a técnica escolhida.

O pós-operatório não é uma etapa secundária

Se existe uma percepção equivocada bastante comum entre pacientes, segundo o cirurgião, é a de que a cirurgia termina quando o paciente deixa o hospital. O período seguinte exige atenção, disciplina e acompanhamento. Edema, alterações de sensibilidade, desconforto e mudanças no aspecto inicial da região operada podem fazer parte do processo de recuperação, mas cada paciente evolui de maneira diferente. Por isso, retornos médicos e cumprimento das orientações são fundamentais. A recuperação também envolve alimentação adequada, hidratação, movimentação dentro dos limites indicados, uso correto das medicações e atenção a qualquer sinal diferente do esperado.

O paciente precisa ter paciência com o próprio corpo. O resultado que aparece nos primeiros dias não representa necessariamente o resultado definitivo. Existe um processo de recuperação, acomodação dos tecidos e amadurecimento das cicatrizes”, explica Dr. Lee.

Uma relação de responsabilidade

A experiência do cirurgião, sua formação e sua atualização são elementos importantes na escolha de um profissional. Mas, para Lee, a segurança também passa pela capacidade de estabelecer uma relação clara com o paciente. Isso significa explicar possibilidades, limitações, riscos, alternativas e o que pode ou não ser esperado de cada procedimento.

A cirurgia plástica, afinal, é uma especialidade médica. Mesmo quando realizada com finalidade estética, continua envolvendo um procedimento cirúrgico, anestesia, recuperação e riscos que precisam ser compreendidos. A própria ISAPS destaca que procedimentos estéticos, embora muitas vezes eletivos, continuam sendo cirurgias e podem apresentar riscos e efeitos adversos.

Meu compromisso é que o paciente tome uma decisão consciente. Não acredito em cirurgia baseada apenas em expectativa. Acredito em planejamento, informação e responsabilidade. O objetivo é buscar um resultado que faça sentido para aquela pessoa, respeitando os limites da medicina e do próprio organismo”, afirma.

Essa visão ajuda a explicar uma transformação importante pela qual passa a cirurgia plástica: o paciente deixa de ser apenas alguém que chega ao consultório com uma vontade estética e passa a participar ativamente de todas as etapas do tratamento. No fim, a técnica continua sendo fundamental. A experiência também. Mas uma cirurgia bem planejada começa antes da sala cirúrgica e continua muito depois dela.

SOBRE O DR. SEUNG LEE

O Dr. Seung Lee é cirurgião plástico com atuação em São Paulo e trajetória marcada por sólida formação médica, especialização e constante atualização técnica. Formado pelo Centro Universitário de Volta Redonda (UniFOA), realizou residência médica em Cirurgia Geral e posteriormente em Cirurgia Plástica, consolidando sua formação na especialidade. Em 2017, recebeu o título de especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). Ao longo de sua carreira, ampliou sua formação por meio de cursos, aperfeiçoamentos, congressos e treinamentos voltados à cirurgia estética e às técnicas contemporâneas da especialidade, com destaque para procedimentos de face, cirurgia mamária, contorno corporal e tecnologias associadas à evolução da cirurgia plástica. Seu expertise é pautada pela combinação entre conhecimento clinico e anatômico, precisão técnica, planejamento cirúrgico, protocolo de prevenção de ocorrências no pré, no durante e no pós cirúrgico, e seu olhar estético individualizado. Para o Dr. Seung Lee, cada procedimento deve considerar não apenas a transformação desejada pelo paciente, mas também suas características físicas, fisiológicas e suas expectativas. Sua visão é contemporânea frente a especialidade, a qual busca integrar ciência, tecnologia e experiência para desenvolver estratégias cirúrgicas personalizadas, valorizando resultados naturais, harmônicos e coerentes com a identidade de cada paciente.

CRM/SP 174914 | RQE 59954

 

SOBRE A SEUNG LEE CIRURGIA PLÁSTICA®

A Seung Lee Cirurgia Plástica® é uma clínica especializada em cirurgia plástica localizada em São Paulo, criada a partir da visão do Dr. Seung Lee de oferecer uma experiência diferenciada, baseada em excelência técnica, planejamento individualizado e atendimento personalizado, em um ambiente acolhedor e premium. Com uma proposta arrojada, a clínica atua em diferentes áreas da cirurgia plástica, reunindo procedimentos de face, cirurgia mamária e contorno corporal. Entre os tratamentos e procedimentos realizados estão abdominoplastia, cirurgias mamárias, cirurgias da fFace, lipo ultra HD e outras abordagens voltadas à transformação e harmonização corporal. A clínica também trabalha com protocolos e técnicas contemporâneas da cirurgia plástica, buscando incorporar conhecimento, inovação e evolução científica à experiência do paciente. Mais do que um espaço para realização de procedimentos, a Seung Lee Cirurgia Plástica foi concebida para oferecer uma jornada completa, que começa na avaliação e no planejamento individualizado e se estende ao acompanhamento durante todo o processo cirúrgico e pós-operatório. Com uma estrutura voltada à integração de diferentes áreas de cuidado, a clínica traduz um conceito de cirurgia plástica que combina tecnologia, precisão, sofisticação e atenção aos detalhes, colocando a individualidade do paciente no centro de cada experiência.

 

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Fontes

International Society of Aesthetic Plastic Surgery — ISAPS. Global Survey 2024. Dados mundiais e por país sobre procedimentos cirúrgicos e não cirúrgicos realizados por cirurgiões plásticos.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária — Anvisa. Informações e medidas de segurança relacionadas aos medicamentos agonistas do GLP-1.

Organização Mundial da Saúde — OMS. Smoking greatly increases risk of complications after surgery.